A remuneração do Contador deve ser diretamente proporcional aos benefícios trazidos pelos serviços dele.
Qualquer pessoa (física ou jurídica) deve escolher, sempre com muito critério, os colaboradores que irão prestar serviços a ela. Se o ativo mais importante é o colaborador, o zelo e valorização são fundamentais.
Infelizmente, essa cautela e juízo crítico não são levados tão a sério quando a decisão é a contratação de um Contador terceirizado, que será o responsável pela elaboração da contabilidade do seu empreendimento ou da declaração do imposto de renda da sua pessoa física.
Arrisco dizer que, neste caso, os cuidados precisam ser redobrados. Se você pensa em abrir uma empresa ou regularizar sua situação econômico-financeira-patrimonial, procure sempre um Contador com experiência e com boas referências no mercado.
Explico: entre tantas obrigações às quais as empresas e pessoas físicas são submetidas, as obrigações fiscais podem ser consideradas as mais relevantes. A legislação tributária brasileira, muitas vezes, é subjetiva; mas, as brechas legais são inúmeras e podem ser exploradas com certo grau de segurança.
Sendo assim, um profissional competente pode fazer com que você economize um bom dinheiro em tributos. As alíquotas podem variar muito, de acordo com o tipo de empresa a ser aberta ou com as deduções permitidas em lei na declaração da pessoa física.
Apenas um profissional que tenha experiência e maturidade suficientes nessas questões poderá auxiliá-lo quanto à conveniência ou não de cada opção.
Bons e maus profissionais existem em todas as áreas e profissões, mas um Contador incompetente, ou pior, desonesto, pode, em muito pouco tempo, sem que você se dê conta disso, conduzir seu empreendimento por um caminho sem volta, ou seja, à ruína.
São comuns os casos e histórias sobre o tema; portanto, tenha sempre em mente a prudência quando o assunto for a contratação do seu Contador.
Procure conhecê-lo melhor antes de contratá-lo, mesmo que para isso você precise conversar e se aconselhar com alguém pertencente à carteira de clientes dele. E mesmo depois da contratação, procure manter um controle constante e robusto sobre o trabalho dele, principalmente quanto às obrigações tributárias.
Algumas precauções parecem óbvias, mas nem sempre são observadas. Por exemplo, vez ou outra, mostre-se interessado em entender como se chegou ao valor de determinado imposto. Questione! Essa é uma forma simples de você aprender sobre o que está sendo pago pela sua empresa ou sua pessoa física e se os valores foram apurados corretamente.
Um bom profissional da contabilidade não se ofenderá se você fizer esse tipo de questionamento. Ao contrário, ele entenderá que essa será mais uma oportunidade de lhe explicar sobre o trabalho dele, o que é gratificante e valorizador.
Outra atitude simples, porém, muito importante, é procurar não delegar a responsabilidade quando o assunto for o recolhimento dos tributos devidos.
Assuma a incumbência do recolhimento você mesmo. Se isso não for possível, devido às atribulações do seu dia a dia, considere importante verificar, de tempos em tempos, se não existem débitos pendentes em nome de sua empresa. Isso é facilmente constatado por meio de certidões negativas, obtidas facilmente pela internet.
Não considere apenas a mensalidade ou a anuidade exigida por esse prestador de serviços. Entenda que esse profissional é, por extensão, seu funcionário e, como tal, precisa também ser valorizado como um dos seus principais ativos.
Milton Braz Bonatti