Estresse no trabalho, quem não tem rende mais!

Mês após mês, ano após ano, cada vez mais as atribulações e a correria do dia a dia, aliadas à busca incessante por mais resultados em um diminuto espaço de tempo têm feito com que os profissionais em seus ambientes empresariais apresentem um alto nível de estresse.

Resultado de uma rotina com ritmo acelerado em ambientes competitivos, o estresse pode esconder algo que poucos percebem: a diminuição da boa produção de um determinado empregado ou mesmo de toda uma equipe.

Nem sempre os sintomas deste mal podem ser identificados com facilidade. Falta de concentração, desânimo, tristeza, apatia, irritação, tensão muscular e a já citada queda no desempenho, são apenas algumas das características que uma pessoa pode apresentar quando convive em um ambiente de trabalho estressante.

O pior dessa história é que os responsáveis por esses indivíduos tendem a confundir os sintomas do estresse com hábitos atribuídos a maus funcionários. Poucos líderes têm a compreensão de que alguns passos são importantes para melhorar um ambiente estressado, mesmo porquê, via de regra esses mesmos líderes também vivem em uma condição de alto estresse.

Saber identificar se certas atitudes são originárias do trabalho ou se elas têm como causa problemas do ambiente externo não é tarefa fácil. E, mesmo que tenhamos esta perspicácia, após o período de identificação é necessária a elaboração e aplicação de estratégias para sanar os eventuais problemas. Conversar com o empregado ou realizar reuniões com a equipe são maneiras de as empresas mostrarem-se empenhadas nessa empreitada.

Às vezes o líder não consegue observar que o clima no ambiente de trabalho está estressante e prejudicando o rendimento do empregado ou da equipe. O que pode parecer normal para ele, pode estar causando a queda de desempenho e prejudicando a empresa como um todo.

Um bom dirigente tem que saber identificar essa situação e, no mínimo, tentar colaborar para resolver alguns problemas que puderem ser solucionados. O importante é não deixar o ambiente chegar ao nível máximo de estresse para só depois tomar algum tipo de providência.

Existem atitudes que, se adotadas no dia a dia da empresa, podem contribuir com essa tarefa:

Administre o tempo de expediente no trabalho. Nem sempre o empregado que excede constantemente seu horário está sendo produtivo. Fique de olho nisso e corrija, se necessário, definindo prioridades. Há tarefas importantes e há tarefas urgentes e há ainda tarefas que podem sim ser deixadas para depois. Saiba identifica-las e orientar sobre sua execução.

Permita momentos de ócio, isso aliado a uma alimentação saudável, faz bem para o corpo e para a mente. Ninguém consegue produzir no seu máximo, o tempo todo.

Aceite as diferenças e seja flexível. Nenhuma pessoa é igual à outra e pensamentos diferentes são bons para encontrar um consenso. Enfim, seja empático; se coloque no lugar do outro. Isso é imprescindível antes de tomar qualquer tipo de decisão ou formar uma opinião sobre quem quer que seja.

E o mais importante: tire e dê férias no tempo certo e na quantidade certa. Férias muito curtas não permitem que a cabeça se “desligue” dos problemas. E aí o estresse permanece!

Milton Braz Bonatti

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