Contabilidade: a coluna mestra para a gestão financeira

Quando o assunto é educação financeira, a sensação que muitos empresários têm, é o trabalhão que será necessário para colocar tudo na ponta do lápis a fim de organizar todas as receitas e despesas da empresa, adequando-as aos recebimentos e desembolsos, ou seja, a um fluxo de caixa que torne a operação lucrativa.

Mas, essa “dor de cabeça” pode ser amenizada com a habitualidade, ou seja, se houver critérios e rotinas bem estruturados e funcionando no cotidiano das organizações.

A contabilidade, como ciência, deve ser encarada como uma aliada na hora de se elaborar o planejamento do empreendimento. É necessário acompanhar a execução daquilo que foi estabelecido como objetivo para o negócio. É preciso ter foco, disciplina e consciência de que abrir mão de alguns desejos pode ser crucial para se obter êxito na conquista de algo muito maior.

O Brasil registra, dia após dia, aumentos significativos de famílias endividadas e, por conseguinte, inadimplentes. E esse aumento no endividamento é verificado nos consumidores de renda média e baixa. E com as pequenas e médias empresas isso não é diferente. A cada dia tem se tornado mais e mais difícil tocar um pequeno ou médio empreendimento.

Assim como a questão orçamentária das famílias passa necessariamente pelo planejamento da renda e despesas familiares, nas empresas não é diferente; porém, com um grau de controle muito mais apurado. Neste caso, a questão não pode ser informal.

Não se trata apenas da boa administração do negócio, mas também de desejos, projetos e estilos que se pretende desenvolver ao longo da existência da organização.

Portanto, um bom plano de negócios se faz primordial e, uma vez elaborado, a questão orçamentária deve responder ao planejamento para evitar surpresas, endividamento e decepções. Este deve ser um compromisso de todos os integrantes da empresa pois, indistintamente, todos podem afetar e também serem afetados por tal estruturação. Eis o porquê desta prática organizacional ter de ser dividida com todos, cada qual com o seu grau de responsabilidade e engajamento.

É importante reavaliar constantemente os investimentos, os desembolsos efetuados e mensurar corretamente se eles estão em consonância com as receitas do negócio, identificar se há situações pontuais a serem trabalhadas, saber como a empresa está sendo gerida, entender as condições que, mesmo que momentâneas, sejam incompatíveis com as suas receitas…, tudo isto é fundamental.

É preciso ter maturidade para estabelecer e aceitar um estilo de gestão compatível com o faturamento. Buscar melhorias constantes, mas no tempo certo, planejar para continuar lucrando ou para sair de eventual situação deficitária, identificar as prioridades essenciais de gastos e reorganizar as finanças.

Mas, como fazer isso?

Uma organização com bons hábitos financeiros, não só é boa para seus investidores, como também é interessante para a economia do país, porque amplia as possibilidades de aplicação de recursos e a dinâmica dos investimentos e, consequentemente, do aumento do PIB – Produto Interno Bruto.

Aliar a contabilidade ao dia a dia dos negócios é de vital importância para a saúde financeira das empresas. Os profissionais da contabilidade contribuem para esse planejamento e podem auxiliar qualquer organização a alcançar os objetivos estabelecidos.

Em resumo, a gestão financeira não é e nem deve ser apartada da gestão contábil, pois, ambas se completam e se traduzem em um excelente recurso de administração.

Milton Braz Bonatti

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