No nosso dia a dia, seja no âmbito pessoal, social ou profissional, a boa comunicação é fundamental.
Comunicar-se bem é se fazer compreender. Sem medo de errar: comunicação não é o que dizemos, mas sim, o que o outro entende.
Nas empresas, a boa comunicação se traduz em satisfação, influenciando diretamente no nível de produtividade dos colaboradores. Pessoas satisfeitas tendem a produzir mais. Entender o perfil dos colegas de trabalho, dos subordinados ou dos superiores hierárquicos, nos dá ferramentas para uma convivência salutar e harmoniosa.
Reuniões, telefonemas, trocas de mensagens eletrônicas ou qualquer outro tipo de comunicação entre pessoas de personalidades distintas são atos desafiadores para todos nós. As pessoas são diferentes e cada uma precisa de abordagens de comunicação também diferentes.
Quem não se comunica bem, não influencia ninguém.
O autoconhecimento é o primeiro passo para uma boa comunicação. É preciso perceber quais são nossas características positivas e negativas. O mundo moderno nos leva a ser cada vez mais autocentrados e isso afeta a nossa capacidade de convívio e, principalmente, de aperfeiçoarmos nossa habilidade de ouvir e responder adequadamente aos outros.
Precisamos conhecer os tipos de pessoas com as quais convivemos e entender qual é a melhor forma de nos comunicarmos com elas. Veja alguns exemplos:
Pessoas reflexivas (ou intuitivas) são aquelas que priorizam as ideias, a criatividade, a originalidade, os conceitos, têm uma mente questionadora e imaginativa, são comprometidas com projetos de longo prazo. Quando estão em uma posição de liderança, assumem responsabilidades e riscos pessoais. Com essas pessoas, enfatize pontos inovadores e procure falar sobre implicações de longo prazo dos projetos, evite entrar em detalhes, não seja pessoal e não deprecie suas ideias.
Há também o racional (ou pensador), que é aquele que valoriza fatos, lógica e prudência. É analítico e planejador. Normalmente é mais formal ao se comunicar. É bom estudando dados e calculando riscos. Em reuniões, é sistemático. Não é influenciável por emoções e pode ser perfeccionista. Em excesso, pode ser frio nos relacionamentos, controlador e rígido. Como se comunicar com ele? Tente ser formal, detalhista e siga uma sequência lógica. Evite afirmações generalistas, argumentos emocionais e associações vagas. Não mude de assunto sem uma conclusão.
Agora, o afetivo (ou sentimental). É aquele que valoriza a interação humana, os sentimentos e os relacionamentos. É persuasivo, paciente e bom comunicador. Costuma compartilhar experiências pessoais e sentimentais. Estimula o trabalho em equipe e tende a ser colaborador e comprometido. Pode ser impulsivo e ter dificuldade para tomar decisões duras. Com este, tente estar fisicamente próximo quando falar e use o aspecto humano em seus argumentos. Evite ser frio e impessoal.
Já o pragmático (ou sensorial), é aquele que prioriza os resultados e se comunica de maneira direta. É talentoso para monitorar o trabalho dos demais, controlando rotinas e delegando tarefas. Lida bem com projetos de curto prazo, assume riscos e decide rápido; mas, sob pressão, pode atropelar os outros. Tem tendência a ser workaholic (viciado no trabalho). Como se comunicar com ele? Indique resultados, enfatize questões práticas e seja breve e conciso em suas interações. Não entre em detalhes nem faça rodeios.
Para finalizar, quaisquer que sejam as pessoas com as quais nos comunicamos, tenhamos consciência de que somos diferentes, cada um de nós é único, não existem duas impressões digitais iguais, não existem duas íris do olho iguais e tem um estudo chinês indicando que nosso jeito de andar é único também.
Alguém já disse: “A beleza do mundo está na maravilha das nossas diferenças”.
Milton Braz Bonatti